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14 dezembro 2012

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE GONZAGÃO


Gonzagão: uma história de raça, da lágrima e do suor





Lucas Conejero 




Segundo filho de Januário José, lendário “tocador” da região da Serra do Araripe (PE), pai de Gonzaguinha, poeta da resistência, Luiz Gonzaga do Nascimento completaria cem anos nesta quinta-feira 13. Criador e Rei do Baião, o sanfoneiro pernambucano morreu em 1989 no Recife. Mas o “Lua” é aquele tipo de gente que não morre e, no ano do seu centenário, sobraram homenagens do povo brasileiro em sua memória.
Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
Cabra macho da cidade de Exu, lavrador, retirante, oficial do exército, artista de rua, músico popular de sucesso, agitador cultural. Gonzaga foi tudo isso. Cresceu na lavoura, ao lado pai. Admirava Lampião, tinha fé em “Padim Ciço”. Orgulhava-se em lembrar da fama de “Januário Velho” no Araripe: “Nunca houve quem lhe sentasse a cangalha no fole de oito baixo”. Herdou o dom e aos oito anos já recebia “a paga” depois das festas. Em suas veias corria a cultura e o sangue quente do povo do norte. Seu fole queimava em brasa, fogo e sonho do sertão.
Pobre e mulato, fugiu de casa com a coragem e a cara no final dos anos 20. Um relacionamento com a filha branca de um “rico coroné” colocara sua vida em risco. “O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado”, alerta o jagunço Riobaldo Tartarana em Grande sertão: veredas. Gonzaga sabia. Preferiu evitar a desgraça.
Dormiu um tempo nas ruas de Fortaleza (CE). Alistou-se no Exército em busca de teto e comida. Viu de perto a revolução dos tenentes e as agitações dos anos 30. Não deu nenhum tiro, tampouco destacou-se pelo posicionamento político. Disparava notas musicais de corneta na banda da tropa. Na caserna ficou conhecido como “Bico de Aço”. “Home, é verdade. Eu participei de cinco revoluções: 30 e 32. Aí veio a de 34, a Integralista e a Intentona Comunista. Então foram revoluções como o diabo, viu?”, contou a Júlio Lerner no programa Proposta da TV Cultura exibido em 1972.

Saiu do Exército no final da conturbada década. Deu baixa e desembarcou na Guanabara. Começou a entrar para a história da música popular brasileira no começo dos anos 40. Artista de rua, tentou a sorte com ritmos famosos da época. Mas era com o “forró de pé de serra” que chamava atenção nos botequins e esquinas da Lapa e de outros redutos boêmios.
Insistência pelo choro. Gonzaga pai (Chambinho do Arcodeom) e Gonzaguinha filho (Júlio Andrade), em cena do filme de Breno Silveira
Na noite carioca conheceu a mãe de Gonzaguinha. Cantora e dançarina, Odaléia Guedes morreu de tuberculose ainda jovem. Luiz nunca soube de fato se era o pai de Luizinho. Mesmo assim assumiu o filho, com quem manteve uma relação conflituosa durante toda a vida. As sucessivas turnês o afastaram do garoto, criado no morro de São Carlos pelos padrinhos: Xavier e Dina. Vítima de um acidente de carro, Luiz Gonzaga do Nascimento Junior faleceu no Paraná em 1991. Tinha apenas 45 anos e era um dos principais expoentes da geração de artistas que combateu o regime militar com papel, caneta e violão.
Bem antes, na década de 40, o Rio abria o fole de Gonzaga e o “Brasil do sul” descobriu o Baião durante o programa de calouros de Ary Barroso. O samba parou – pelo menos por três minutos – para ouvir o floreio da sanfona. “Baião é música pra gente que trabalha, pra gente de bem. É para ser tocado nas fábricas, nos quartéis, escolas, ruas e praças. Baião é raça, é lágrima, é suor”, dizia Lua.
O ritmo era envolvente, dançante. As letras descreviam a estética dos povoados encravados nos “pés de serra” do sertão nordestino e narravam os causos, o cotidiano, as tristezas e alegrias de seus habitantes. Os sertanejos ganharam um porta-voz e o povo da cidade grande passou a saber, entre outras coisas, que na terra seca quando a safra não é boa, o sabiá não entoa.
Coincidência histórica, as rádios e Gonzaga chegaram juntos ao auge. Ele trabalhou em três como artista contratado: Rádio Clube do Brasil, Rádio Tamoio e Rádio Nacional. Compôs clássicos em parceria com Miguel Lima, Humberto Teixeira e Zé Dantas.
Entre os principais sucessos dos discos que gastavam de tocar nas vitrolas da época, destaque para Chamego, Dezessete e setecentos, Baião e Asa Branca. Mais ou menos nessa época, casou-se com Helena das Neves e a ela confiou o gerenciamento de sua carreira.
Na década de 50 vieram os anos dourados. Junto com eles, muito sucesso e dinheiro no bolso do recém-coroado Rei do Baião. As turnês rasgavam as estradas brasileiras e chegavam aos quatro cantos do país. Algumas de suas canções – Asa Branca principalmente – rodavam o mundo.
Nas décadas seguintes, o forró deixou de ser novidade. Os discos venderam menos. A grana encurtou. Mas Gonzaga não perdeu popularidade. Garantia o sustento da família cantando para um público fiel: a população do nordeste. Fosse em cidade grande ou pequena, para muita ou pouca gente, lá estava o sanfoneiro.
Em  1980, o fole de Gonzaga voltou à cena. Com o filho como parceiro de palco, rodou o país em um show batizado de “Vida de Viajante”. O espetáculo fez sucesso e rendeu um disco duplo, gravado ao vivo. Depois de uma vida inteira de conflitos, pai e filho estavam juntos, unidos.
Luiz Gonzaga encerrou sua carreira com passagens por países da Europa. Depois de andar por praticamente todo o Brasil e ver sua obra ser reconhecida internacionalmente, era hora de descansar feliz. O Reio do Baião partiu em 2 de agosto de 1989. Morreu no Hospital Santa Joana, situado na região central da capital pernambucana, em razão de complicações causadas por uma impiedosa osteoporose. Das recordações das terras por que passou ficaram aproximadamente 500 canções distribuídas em 56 álbuns.


Fonte; Sítio da Revista CartaCapital


19 outubro 2012

HOMENAGEM


A Vinícius de Moraes


Porque hoje o poeta Vinícius de Moares faria 99 anos... E porque ele sonhava um mundo mais bonito, viva Vinícius, viva a Poesia, viva a Arte!

MUNDO MELHOR

Vinícius de Moraes


Você que está me escutando 
É mesmo com você que estou falando agora 
Você que pensa que é bem 
Não pensar em ninguém 
E que o amor tem hora 
Preste atenção, meu ouvinte 
O negócio é o seguinte 
A coisa não demora 
E se você se retrai 
Você vai entrar bem, ora se vai 

Conto com você, um mais um é sempre dois 
E depois, mesmo, bom mesmo, é amar e cantar junto 
Você deve ter muito amor pra oferecer 
Então pra que não dar o que é melhor em você? 
Venha e me dê sua mão 
Porque sou seu irmão na vida e na poesia 
Deixa a reserva de lado 
Eu não estou interessado em sua guerra fria 
Nós ainda havemos de ver 
Uma aurora nascer 
Um mundo em harmonia 
Onde é que está a sua fé 
Com amor é melhor, ora se é


(Do blog de Mazé Leite)

12 outubro 2012

CRÔNICA


Como pintar um quadro de 11 mil euros



Mazé Leite, em seu Blog

François Cluzet e Omar Sy, atores do filme
Neste final de semana, às vésperas das eleições municipais, fui assistir ao filme “Intocáveis”, dos diretores franceses Eric Loredano e Olivier Nakache.

É um belo filme, do começo ao fim. A história, tocante. Conta como Driss, um senegalês morador da periferia de Paris, consegue um emprego de “tomador de conta” de um rico aristocrata, Phillipe, que ficou tetraplégico após uma queda de parapente. O filme é baseado na história real entre o milionário Phillipe Pozzo di Borgo e seu acompanhante, o argelino Abdel Sellou.

O papel desempenhado pelo ator Omar Sy, que morou na periferia de Paris assim como seu personagem Driss, traz à tona algumas reflexões. Em primeiro lugar, como se trata de uma história de amizade onde se cria uma profunda relação de confiança entre dois homens de duas classes tão distintas, o grau de humanidade implícita nessa história é muito comovente. De um lado, um negro pobre, que mora com a mãe e irmãos num pequeno cubículo de um bairro da periferia. Sua mãe é faxineira em prédios de escritórios. Seu irmão mais novo, traficante. Ele próprio, passou uma temporada no presídio por alguma infração cometida anteriormente. Do outro, um homem rico, branco, que mora num apartamento imenso e luxuosamente decorado, mas que está tetraplégico e depende, assim, completamente dos cuidados de Driss.

O filme mostra, todo o tempo, as diferenças entre o mundo de Phillipe – o dos ricos – e o mundo de Driss e sua família – os pobres.

Não indo muito longe na interpretação, me atenho ao que mais me interessa desse roteiro. Além das evidentes diferenças entre os dois mundos, o filme também mostra como existe uma lacuna muito grande dentro da cultura e da arte, que também opera uma separação de classes. Intencionalmente ou não, o filme ridiculariza a prática cultural burguesa: a arte contemporânea é um embuste, uma forma a mais de investimento financeiro; as sessões de ópera e música clássica, para platéias da elite “bem-arrumada” são, aos olhos de Driss, pura chatice; os poemas que Phillipe (François Cluzet) costuma recitar, ele também ridiculariza. A educação que o menino pobre e negro recebeu em sua escola não é a mesma educação refinada do patrão Phillipe: o acesso à literatura, a museus, a recitais de música, a assimilação dos símbolos da tradição cultural e artística ocidental passaram bem longe da cultura “aprendida” por Driss na rua, nos guetos, na luta pela sobrevivência.

Há uma cena em que Drissacompanha Phillipe a uma galeria onde está havendo uma exposição de arte contemporânea. Os dois param diante de uma tela em branco, com uma mancha vermelha de tinta jogada na tela. Phillipe diz que aquilo lhe transmite calma. Driss, gozador do modo de vida do patrão, lhe garante que poderia fazer melhor do que aquilo. Uma atendente se aproxima e anuncia o valor do quadro: mais de 40 mil euros! Driss não se conforma como alguém pode pagar tão caro por uma tela branca manchada de tinta. O mesmo que dizer que o mundo burguês de Phillipe tem também códigos culturais guiados pelo valor monetário. Nesse mundo onde as regras de etiqueta tornam tudo uma perfeita chatice, os valores subjetivos e as relações humanas estão também submetidos ao poder do dinheiro. Driss parece mostrar a Phillipe que em seu mundo falta naturalidade, espontaneidade e, num certo sentido, profundidade e sinceridade nas relações.

Mas Driss resolve pintar um daqueles quadros. Se vale tanto assim, não custa tentar. Phillipe, que já se divertia com esse ajudante que ia contra as regras de seu mundo em todos os momentos, resolve sugerir a um amigo, rico como ele, que comprasse o quadro de Driss por 11 mil euros. O amigo, um investidor, não se arrisca a perder um provável grande negócio. Enquanto isso, Driss e Phillipe se divertem. E nós, na platéia, nos divertimos com o ridículo desses signos burgueses que incluem a chamada arte contemporânea. Que não diz nada, não significa nada. Mas vale muito dinheiro!










22 junho 2012

ARTE E HISTÓRIA


Ícone da arte comprometida

Picasso e Guernica
Plínio Palhano

Quando no início dos conflitos da Guerra Civil Espanhola — 17 de julho de 1936 —, Picasso estava plenamente afinado com o governo republicano legítimo, que, vitorioso nas eleições, em fevereiro de 1936, retornou ao poder, democraticamente, como Frente Popular, contrariando os nacionalistas, falangistas — que eram os simpatizantes do nazifascismo – e os antirrepublicanos, apoiados por Franco, o chefe dos militares. 

Foi encomendada, em janeiro de 1937, a Picasso, pela Frente Popular, a realização de um afresco para ornamentar o Pavilhão Espanhol da Exposição Universal, que seria concretizada no mesmo ano, em Paris. O bombardeio de três horas e meia à cidade de Guernica, no País Basco, comandado pelos alemães com o apoio de Franco, destruindo-a materialmente e, principalmente, ceifando vidas humanas, o que trouxe consequências dramáticas ao povo daquela terra considerada santa pela Espanha, fez Picasso mudar de projeto e consolidar a ideia de pintar uma obra com uma dimensão monumental, no conteúdo e nas proporções, que denunciasse esse crime contra a humanidade, de repercussão em escala mundial: representaria o horror da Guerra Civil Espanhola.

O artista se empenhou no trabalho com sangue, paixão e, sabendo da importância daquele momento e da sua história na arte, organizou as sessões de pintura e desenhos de uma forma que todas as etapas fossem registradas. Por exemplo, temos hoje registros, em todos os livros sobre o assunto, das oito fotografias que descrevem as várias passagens de Guernica. Para iniciar essas sessões, Picasso realizou 45 estudos rigorosamente datados. E foram cinco semanas ininterruptas para finalizar a grande obra. Cada etapa era uma transformação, um acréscimo ante o plano inicial. Também se utilizou do seu percurso pictórico. Era como se reunisse todas as fases, principalmente as que dão uma ideia do inconfundível estilo picassiano.

Picasso explorou, com óleo, os negros intensos, os tons cinza e o branco para dar uma passagem direta para a luz, numa tela de 349,3 x 776,6 cm. O cavalo é centralizado na composição como um elemento de forte dramaticidade; a cabeça do animal expressa algo de dor, de desespero; a língua é um elemento pontiagudo para dar mais ênfase à cena. Acima da cabeça, uma luminária, talvez como símbolo do olho, daquele que tudo vê, a iluminar grande parte da composição em linhas invisíveis e abstratas, que formam um triângulo partindo do centro. Embaixo, nas patas do cavalo, uma estátua quebrada em várias partes, simbolizando a destruição.

Ao lado direito, uma figura com as mãos levantadas para o alto e perfis com olhares desesperados, surpresos pelo acontecimento; à extrema esquerda, uma mulher segura uma criança nos braços, olha para cima, e a cabeça da criança inerte como se estivesse morta. Acima dessa mulher, o olhar de um touro para o espectador e o seu corpo perdido entre os negros e o cinza. Mesmo com toda a dramaticidade, há uma simetria de valores, como se tentasse harmonizar a dor humana.

Plínio Palhano é artista plástico. O texto acima foi publicado originalmente no Diário de Pernambuco.

14 outubro 2011

ARTE

L’AMORE PER L’ARTE



Maria Eduarda Harten


outubro 13, 2011
por bagsandlipstick
 
 
Resolvi sair do mundo fashion das roupas e comentar sobre a “moda” da arte. Confesso que adoro arte, e tudo que está relacionado. Temos as pinturas,  que são reflexos de seus artistas,  demonstrando o que sentem e o que querem passar para quem está admirando a tela. Para ser sincera, muitas pinturas não entendo, mas me pergunto o porque de outra pessoa conseguir ver algo mais. Por cultura? Acredito que não, de forma leiga, acredito que extraímos da tela o que sentimos, cada um tem uma percepção diferente daquilo que observa.
Então resolvi falar de uma pintora brasileira, com raízes pernambucana que mora e faz sucesso na Itália. Eugênia Harten.
"A LEVEZA DO SER"
Vamos conhecer um pouco mais da trajetória, dessa pintora que tem como característica de suas obras o  ABSTRATO:
” Estudou desenho e pintura no Museu de Arte Contemporanea de Pernambuco. Em 1986 obteve o 1° Prêmio em Artes Gráficas no concurso “EXPONHA-SE” de Arte Metropolitana de Pernambuco.No ano seguinte foi contemplada com o Prêmio Oficina Guaianases de Gravura no III° SALÃO DE ARTE DA ETEPAM. Em 1993 conquistou o 1° Prêmio no SALÃO DE ARTE DOS NOVOS no Museu do Estado de Pernambuco. Em 2002, já habitando na Itália, a sua pintura dessa vez conquistou o velho continente, tirou o Prêmio MICHELANGELO MERISI “IL CARAVAGGIO” no 4° Concorso Nazionale di Pittura Contemporanea na cidade de Caravaggio – Itália. Em 2003 conquistou a medalha de prata no 26° Concorso Nazionale di Pittura e Gráfica na Provincia de Parma – Itália. Em 2003 participou da BIENNALE D’ARTE CONTEMPORANEA “LEONARDO DA VINCI” em Roma, selecionada por críticos de Arte da International Art Academy “ROMA UNIVERSITY OF FINE ARTS”. Participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e na Europa. Habita desde 2002 na Itália, onde fez o curso de web design.”
Metropoli in mosaico
“Vista panorâmica e aérea da minha cidade Recife…” Eugênia.
Puzzle
“ A vida é como um quebra-cabeça (puzzle) em que pretendemos tentar unir peça por peça, encaixando todas da melhor forma e harmonia para que seu colorido possa nos dar mais VIDA…” Eugênia.
Medalha de Prata - Medaglia D'Argento - 26° CONCORSO NAZIONALE DI PITTURA E GRAFICA em Parma - Italia.
lustração para a capa da Agenda Cultural Abril/1997 - Prefeitura da Cidade do Recife/ Secretaria de Cultura/ Fundação de Cultura.
Eugênia admira as pinturas de Kandinsky,Miró, Paul Klee, Salvador Dali, Toulosse Lautrec, entre outros… Quando a perguntei sobre sua inspiração, a resposta não me surpreendeu. O que tanto inspira Eugênia em suas belíssimas obras, é a beleza do Brasil.
“As cores forte do Brasil são o que mais me inspiram, na Itália os meus quadros são muito bem aceitos, sempre que faço exposições os críticos e profissionais de arte, tais como professores e até mesmo pessoas leigas os admiram, o qual me deixa extremamente feliz, pois atravessei o oceano e o meu trabalho artístico foi reconhecido e aplaudido.”
Sobre a Itália, ela me contou:
“A Itália é um País que me acolheu muito bem, basta dizer que vim morar em 2002, e três meses que estava fui contemplada com um prêmio aquisitivo no Concurso de Arte Contemporânea, foi uma belíssima homenagem que o Prefeito e autoridades da Cidade de Caravaggio fizeram ao nosso País Brasil, e eu como sua representante fiquei extremamente orgulhosa…”
Belíssima trajetória e me orgulha ter alguém com tanta capacidade representando Pernambuco, na Itália.


Blog da Eugênia