28 anos
Luis Fernando Veríssimo
Lembrando aquele tempo, o que me parece mais incrível é que eu tinha 28 anos. Como foi que eu passei pelos meus 28 anos sem me dar conta, todos os dias, do privilégio? A gente deveria poder voltar ao passado só para nos encontrarmos mais moços, nos darmos uma boa sacudida e gritarmos "Cara, isto nunca mais vai te acontecer! Você nunca mais terá 28 anos!". Descontado o susto que levaríamos ao ser atacados aos gritos por um velho desconhecido, o encontro nos alertaria para o valor daquela raridade - estar vivo e ter 28 anos!
É verdade que eu não tinha muitas razões para festejar a idade. Tinha uma razão para estar eufórico - minha mulher e eu ficamos noivos no dia em que assassinaram o Kennedy, e a caminho da loja para comprar as alianças éramos as únicas pessoas alegres na rua - mas, sem dinheiro e sem perspectiva de ganhá-lo, muitos motivos para estar preocupado com o futuro. E o País naquela agitação. O governo do Jango Goulart atacado por todos os lados, tentando sobreviver, e a oposição, a imprensa, radicais de direita e de esquerda competindo para encurtar sua sobrevida.
Casamos no dia 8 de março de 1964. Poucos dias depois houve a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Milhares de pessoas foram às ruas protestar contra o governo, cujas "reformas de base" eram chamadas de comunizantes e uma ameaça à liberdade no Brasil. Alugamos um quarto e sala perto do Túnel Velho, em Copacabana. A janela do quarto dava para a rua Siqueira Campos, por onde ainda passavam bondes. Mas quem liga para o barulho de bondes (e para a agitação política) no começo de um casamento? E ainda por cima com 28 anos?
As marchas da família com Deus eram impressionantes. Você tinha a ideia de que o País inteiro se sublevava, com velas acesas contra o bolchevismo. E no dia 31 de março, os tanques puseram-se em marcha. Um hipotético esquema militar do Jango para resistir ao golpe provou ser mais hipotético do que se pensava. Jango foi deposto. E mesmo na chamada fase branda da ditadura que se instalava, sob o comando do marechal Castelo Branco, começaram as perseguições e as cassações. Minha tia Lucinda trabalhava no governo do Rio. Não tinha nenhuma atividade política, mas suas opiniões eram de esquerda, em contraste com o pensamento da maioria das suas colegas de repartição. Montamos um esquema, que esperávamos fosse mais confiável do que o do Jango, para ajudá-la a fugir, caso a coisa apertasse. Não foi preciso acionar o esquema - que foi minha única participação na resistência ao regime ditatorial, fora o ritual de ler as crônicas do Cony no Correio da Manhã todas as semanas.
Vivemos dois anos no apartamento sacudido pelos bondes da Siqueira Campos. Nossa primeira filha, a Fernanda, nasceu lá. Acostumada com o ruído dos bondes, é, até hoje, dos nossos filhos, o que tem o sono mais tranquilo. Minha condição econômica continuava a mesma: pouco dinheiro, menos perspectivas. O resultado foi que desistimos do Rio e fomos morar na casa do pai, em Porto Alegre. Prometi à minha mulher, carioca, que seria por pouco tempo, mas estamos em Porto Alegre há quase 50 anos. Estávamos lá quando veio o Ato Institucional n.º 5 e começou o período mais criminoso do regime militar.
Às vezes, penso naquela fase de nossas vidas, e da vida do País, quando morávamos no Rio. Me pergunto se aquelas pessoas que marcharam com Deus, e recolheram ouro, do qual nunca mais se ouviu falar, para ajudar o País, imaginavam que suas marchas cristãs e bem-intencionadas dariam no que deu. Li que nas recentes manifestações contra o governo Dilma surgiram faixas pedindo "intervenção militar já". E me senti, de novo, com 28 anos.
(Extraído do Blog do Miro (www.altamiroborges.blogspot.com.br)
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23 março 2015
15 janeiro 2015
SEM LATIFÚNDIO
Kátia Abreu não existe
Antônio Lassance, na Agência Carta Maior
Fernando Henrique deve dar o ar da graça, a qualquer momento, para comentar esse novo grito de independência e reclamar: 'mais uma para dizer que a história do Brasil começou com os governos do PT'. Seu partido prepara uma nota para declarar que, se isso for realmente comprovado, depois de alguma recontagem dos latifúndios, o crédito só pode ser aos tucanos.
A lógica da bombástica sentença da ministra maluquinha, se levada às últimas consequências, produz alguns resultados muito interessantes. Por exemplo:
'Não existem mais latifúndios no Brasil'.
Kátia Abreu é latifundiária.
Logo, Kátia Abreu não existe.
Portanto, Dilma tem um problema a menos para resolver.
Outra conclusão:
'Não existem mais latifúndios no Brasil'.
Logo, os títulos de propriedades rurais que indicam uma extensão maior que a de muitos países são todos fajutos. Disso já se suspeitava faz tempo, mas só agora pudemos comprovar o fato por meio da lógica sentencial irrefutável.
Ainda puxando um pouco mais o fio da meada, se 'não existem mais latifúndios no Brasil', logo, esses mesmos títulos de propriedade, todos de araque, devem ser transferidos dos cartórios do país para o acervo de obras de ficção da Biblioteca Nacional.
Logo, a ministra maluquinha é séria candidata ao prêmio Jabuti de literatura.
Só não corre o risco de tomar o lugar de Juca Ferreira, na Cultura, porque, como já se sabe, Kátia Abreu não existe. Ainda bem.
(*) Antonio Lassance é cientista político.
Antônio Lassance, na Agência Carta Maior
Protegida por uma panela, improvisada como capacete, a ministra maluquinha da Agricultura, Kátia Abreu, soltou o grito do Ipiranga de que o Brasil está livre do latifúndio.
Fernando Henrique deve dar o ar da graça, a qualquer momento, para comentar esse novo grito de independência e reclamar: 'mais uma para dizer que a história do Brasil começou com os governos do PT'. Seu partido prepara uma nota para declarar que, se isso for realmente comprovado, depois de alguma recontagem dos latifúndios, o crédito só pode ser aos tucanos.
A lógica da bombástica sentença da ministra maluquinha, se levada às últimas consequências, produz alguns resultados muito interessantes. Por exemplo:
'Não existem mais latifúndios no Brasil'.
Kátia Abreu é latifundiária.
Logo, Kátia Abreu não existe.
Portanto, Dilma tem um problema a menos para resolver.
Outra conclusão:
'Não existem mais latifúndios no Brasil'.
Logo, os títulos de propriedades rurais que indicam uma extensão maior que a de muitos países são todos fajutos. Disso já se suspeitava faz tempo, mas só agora pudemos comprovar o fato por meio da lógica sentencial irrefutável.
Ainda puxando um pouco mais o fio da meada, se 'não existem mais latifúndios no Brasil', logo, esses mesmos títulos de propriedade, todos de araque, devem ser transferidos dos cartórios do país para o acervo de obras de ficção da Biblioteca Nacional.
Logo, a ministra maluquinha é séria candidata ao prêmio Jabuti de literatura.
Só não corre o risco de tomar o lugar de Juca Ferreira, na Cultura, porque, como já se sabe, Kátia Abreu não existe. Ainda bem.
(*) Antonio Lassance é cientista político.
09 janeiro 2015
A ECONOMIA VISTA LÁ DO ALTO
A altura do Levy
Luís Fernando Veríssimo
Paul Krugman e Joseph Stiglitz não são donos da verdade, mas são donos de um Prêmio Nobel cada um. Os prêmios lhes dão uma respeitabilidade que eles não encontram entre seus pares economistas, pois são os dois mais notórios inimigos da atual ortodoxia — keynesianos nadando contra a corrente da maioria. Para Krugman e Stiglitz, o receituário ortodoxo para vencer a crise mundial provocada pelo capital financeiro equivale a receitar gasolina para apagar incêndios. O sacrifício de gastos sociais e as outras formas de austeridade vendidas com o nome de fantasia de “responsabilidade fiscal” já provocam reações de consequências imprevisíveis na Europa. Só quem está gostando da irresponsabilidade social oficializada é o capital financeiro, que pariu a crise e ama a sua cria.
Na foto do espantoso novo Ministério da Dilma que saiu nos jornais, destaca-se, além do vestido da Kátia Abreu, o tamanho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ninguém, nem o Rossetto, chega aos seus ombros. O que não deixa de ser simbólico. Levy domina o grupo fotografado com sua altura como dominará o governo com suas medidas de, sim, responsabilidade fiscal e austeridade. E a altura de Levy tem outro significado: será difícil alguém chegar ao seu ouvido. Alguém preocupado com a incoerência de um governo do PT entregar-se tão despudoradamente a uma ortodoxia de efeito duvidoso. Alguém pedindo clemência para os programas sociais ameaçados, talvez a própria Dilma. Se não fosse esperar demais, até alguém pedindo para ele ler Krugman e Stiglitz de vez em quando. Mas o ouvido de Levy é inalcançável, à prova de palpites. Na própria foto, ele parece estar com a cabeça numa camada superior da atmosfera, respirando outro ar. Certamente não o mesmo ar do pastor Hilton, lá embaixo.
Imagino que o Joaquim Levy tenha lido o Thomas Piketty, nem que seja só por curiosidade. Piketty também nada contra a corrente. Se a questão maior para qualquer pessoa que não seja um verme moral é a questão da desigualdade crescente no mundo, Piketty prova que o capitalismo, do jeito que vai, só agravará o problema. Ele chama a pretensão de que uma economia de mercado sem regulação acabará por “elevar todos os barcos” e diminuir as desigualdades de “um conto de fadas”. Mas esse conto de fadas é o outro nome da ortodoxia econômica que querem nos impingir.
(Extraído do blog o TIJOLAÇO)
27 dezembro 2014
A "ELEIÇÃO" DE AÉCIO
A piada do ano atropelou na reta final: Aécio é o pior senador até para a Veja
27 de dezembro de 2014 | 11:23 Autor: Fernando Brito, no TIJOLAÇO
Quero pedir, de público, desculpas ao Paulo Henrique Amorim. E ao Miguel, que publicou sobre o tema semque eu visse senão na hora de postar.
Mas não dá para deixar passar.
Quando vi a chamada dizendo que Aécio tinha sido “eleito” – é bom botar entre aspas, senão ele entra com mais uma ação judicial pedindo o cargo – o pior senador do ranking da revista Veja, achei que era gozação.
Ou que o Bessinha e suas charges tinham tirado folga de Natal e estavam sem piada.
Mas fui ver e – batata! – ele, o herói da revista, é mesmo o pior entre os 74 senadores analisadossegundo os critérios que ela própria estabelece. e que reproduzo no quadro aí ao lado.
Não que a lista valha grande coisa, mas Aécio não valer nada numa lista que não vale quase nada é quase uma demonstração matemática de que zero elevado a qualquer número é zero.
Neste caso, porém, é apenas uma prova do teorema que, antes das eleições, a gente já observava: não importava com quem, servia à direita brasileira qualquer um, desde que não fosse dar continuidade ao período da história brasileira que se iniciou em 2002.
Porque aqui não se trata de como dirigir um país.
Trata-se de enfrentar a dureza de termos um país ou gozar do conforto e dos rapapés dados a quem nos mantenha como uma colônia.
Por isso mesmo é uma tolice a história, a que sempre apelam, de “gestão”.
Claro que é importante saber gerir, administrar, e também neste quesito a tucanagem leva zero.
Um governo no Brasil ou em qualquer parte do mundo deve ser eficiente, honesto e zeloso, não é isso o que faz dele de esquerda ou de direita.
Aqui, porém, precisa ser um catalisador das vontades e aspirações de um povo que ainda não acabou de se construir e de um país que ainda conserva estruturas e pensamentos coloniais sombreando sua própria luz.
O Brasil precisa de símbolos, sinais, personagens, bandeiras que nos transformem.
Não de gente que faça, apenas, funcionar “direitinho” a máquina de moer seres humanos que sempre foi este país.
PS. Para que ninguém duvide, reproduzo o ranking da “Veja”. Ande com a barrinha até o final para ver a nota do “Varão das Alterosas”
17 setembro 2014
O ESPIRITUOSO
O humor na política: o legado
subestimado de Lula
Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo
subestimado de Lula
Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo
“Antigamente jornalista perguntava pra gente responder. Agora jornalista responde pra gente perguntar.”
Não sei se esta tirada é originalmente de Lula. Mas, seja como for, é muito boa.
Lula provavelmente estava se referindo, especificamente, a Noblat. Na sabatina de Dilma no Globo, Noblat mandou Dilma falar menos para que ele e companheiros pudessem falar mais.
Dilma se saiu bem. “Quem é o sabatinado?”, perguntou, rindo.
Você pode gostar ou não de Lula, mas uma coisa é indiscutível: seu senso de humor.
Isso ajuda a aliviar ambientes tensos como o vivido hoje na política brasileira.
Nos últimos dias, Lula tem oferecido várias oportunidades aos brasileiros de rir, a despeito de preferências partidárias.
Ele observou que numa entrevista Aécio falou numerosas vezes de “previsibilidade”, uma palavra largamente usada nos ambientes corporativos.
Aécio estava dizendo que o PT não oferece ao mercado uma economia “previsível”, sem surpresas.
“Se ele fosse tão bom assim em previsibilidades, por que não previu que sua candidatura ia afundar?”, respondeu Lula.
Mesmo Aécio deve ter rido com a resposta espirituosa.
Marina – é claro – tem estado no centro das piadas de Lula. Ele tornou motivo de risos a promessa de Marina de que governaria com os “melhores”.
Os “melhores”, na tradução irreverente de Lula, viraram “os meió, os meió”. Ele aproveitou para dizer que de tanto procurar os “meio” Marina pode acabar terceirizando seu governo.
Nem a si mesmo ele poupa. Ao falar em avanços na educação em seus dias presidenciais, ele disse que “um semianarfa” criou mais universidades que todos os doutores que o antecederam.
Só alguém muito seguro de si, e com muito humor, poderia se autodefinir como um “semianarfa” num país em que o diploma é tão endeusado.
Lula tem outra característica que deveria ser imitada por mais gente, à direita ou à esquerda: procura não deixar divergências políticas envenenarem relações pessoais.
Por isso ele toma cuidado com as palavras. Ao contrário de muitos militantes petistas, jamais chamou Eduardo Campos ou Marina de “traíras”, por exemplo.
Essa atitude conciliadora pode, sob uma certa ótica mais rigorosa, ser vista como uma espinha mais dobrável que a desejável.
Num exemplo de como isso pode ser controverso, Lula não apenas compareceu ao enterro de Roberto Marinho, que tanto fez para prejudicá-lo, como proferiu um elogio a ele à beira do caixão e decretou luto oficial de três dias.
Essa campanha tem sido pautada por agressões pessoais. Marina disse que tem sido tratada como “exterminadora do futuro”, mas parece ter esquecido que afirmou que o PT colocou “ladrões para assaltar a Petrobras”.
A culpa pela alta tensão da disputa pela presidência jamais poderá ser atribuída a Lula.
Ao contrário, com sua irreverência loquaz, ele desanuvia o cenário.
Muito se falado legado social de Lula, e esta é uma verdade incontestável.
Os brasileiros ganhariam também se prestassem atenção em outro legado subestimado: o humor na política.
16 agosto 2013
HUMOR
Dez anos sem o doutor Roberto
Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo
Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo
O legado do nosso companheiro.
Então são dez anos sem o Doutor Roberto Marinho, um homem nas próprias palavras “condenado ao êxito”, completados agora em agosto.
Lembremos sua jornada quase centenária sobre esta terra, contritos, e agradeçamos a ele por:
1) conspirar contra um governo democrático e abrir as portas para uma ditadura militar que matou, perseguiu e fez do Brasil um campeão mundial de desigualdade;
2) fazer um pacto com essa ditadura pelo qual em troca de receber uma rede de tevê a apoiaria incondicionalmente;
3) ocupar o Estado brasileiro, de tal forma que sucessivos governos o brindaram com empréstimos multimilionários a juros maternos ou pagáveis, eventualmente, até com anúncios;
4) ocupar também o legislativo nacional, de maneira que quando o Brasil se abriu à concorrência internacional a Globo permaneceu protegida por uma reserva de mercado que contraria o capitalismo de que nosso companheiro tanto falava;
5) criar, na captação de publicidade, uma propina chamada “BV”, pela qual a Globo mantém até hoje acorrentadas as agências de propaganda e com a qual mesmo com audiências cada vez menores a receita da empresa continua a aumentar;
6) levar ao estado da arte o merchandising, com o qual os brasileiros são estimulados subrepticiamente a tomar cerveja em todas as ocasiões em cenas de novela pelas quais os fabricantes de cervejas pagam um dinheiro muito além da propaganda normal;
7) montar uma programação à base de novelas que ao longo do tempo tanto ajudaram a entorpecer a alma e o espírito crítico de tantos brasileiros;
8) abduzir o judiciário nacional com relações promíscuas, com as quais a emissora pôde montar um esquema bilionário de sonegação sem risco de pagar por isso;
9) manter por tantos anos João Havelange e Ricardo Teixeira na CBF por causa das relações especiais, e com isso conseguir coisas como o pior horário de futebol do mundo, ainda hoje mantido por causa da novela;
10) criar uma cultura de jornalismo da qual derivariam, ao longo do tempo, figuras como Amaral Neto, Alberico Souza Cruz, Merval Pereira, Ali Kamel, William Wack e Arnaldo Jabor.
Por tudo isso, e muito mais, como Galvão e Faustão, Huck e Ana Maria Braga, Saia Justa e Manhattan Connection, Proconsult e Diretas Já, BBB e Jô Soares, nós lembramos o legado do companheiro Roberto Marinho e lhe rendemos graças.
08 outubro 2011
HUMOR
Prioridade na crise mundial

Enquanto isso, no céu...

Fonte: http://www.nanihumor.blogspot.com/
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"O senhor é quem?"
Como o Estadão escreveu, transcrevo, para que não digam que é mentira:
“Nos balcões das antigas casas de ruas de Gábrovo por onde Dilma Rousseff passaria, moradores chegaram a organizar pequenas festas entre amigos para e ter uma vista privilegiada da passagem da brasileira. Funcionários públicos ganharam a tarde de folga, alunos tiveram as aulas suspensas. Num país carente de ídolos, Dilma ganhou status de personalidade. O dia de ontem, em Gábrovo, foi de festa e pausa na campanha eleitoral – tudo para festejar a “presidente búlgara do Brasil”.
Na cidade, de 60 mil habitantes, nasceu o pai de Dilma, que abandonou a Bulgária em 1930. A visitante não fala uma só palavra em búlgaro e nunca tinha ido ao país. Mas, em dia de ídolo, deu autógrafos e fez até o presidente ser ignorado. Um garoto, a certa altura, pediu que um homem próximo a Dilma lhe desse passagem – e só depois se deu conta que já o havia visto na tevê. Acho que conheço o senhor”, disse o menino ao presidente búlgaro Georg Parvanov.”
Daqui a pouco o Reinaldo Azevedo vem dizendo que estão pagando Bolsa-Família na Bulgária.
Fonte: Blog do Brizola Neto (O Tijolaço)

Enquanto isso, no céu...

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"O senhor é quem?"
Como o Estadão escreveu, transcrevo, para que não digam que é mentira:
Na cidade, de 60 mil habitantes, nasceu o pai de Dilma, que abandonou a Bulgária em 1930. A visitante não fala uma só palavra em búlgaro e nunca tinha ido ao país. Mas, em dia de ídolo, deu autógrafos e fez até o presidente ser ignorado. Um garoto, a certa altura, pediu que um homem próximo a Dilma lhe desse passagem – e só depois se deu conta que já o havia visto na tevê. Acho que conheço o senhor”, disse o menino ao presidente búlgaro Georg Parvanov.”
Daqui a pouco o Reinaldo Azevedo vem dizendo que estão pagando Bolsa-Família na Bulgária.
Fonte: Blog do Brizola Neto (O Tijolaço)
23 julho 2011
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